quinta-feira, 31 de março de 2011

Petróleo atinge maior preço desde 2008 por conflito na Líbia

Folha.com - 31/03/2011-11h42

Petróleo atinge maior preço desde 2008 por conflito na Líbia

Os preços do barril de petróleo passaram a barreira dos US$ 106 na Bolsa de Nova York, com a evolução dos conflitos na Líbia, onde as tropas leais ao ditador Muammar Gaddafi tiveram sucesso em expulsar forças rebeldes de regiões estratégicas na porção oriental desse país.
Na Nymex, a cotação do barril do petróleo atingiu US$ 106,31 pela amanhã, em um avanço de US$ 2 sobre o fechamento de ontem. Trata-se do maior patamar desde setembro de 2008.
Em Londres, o valor do barril de petróleo tipo Brent avançou US$ 1,98, para US$ 116,93 nesta manhã.
Os investidores temem que a escalada dos conflitos no Oriente Médio e norte da África provoque interrupções no fornecimento da commodity.
Com agências internacionais.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Fotografias de Plataformas de Petróleo

Fotos de Plataformas de Petróleo Petrobrás

Pesquisa google com várias fotos fotos de Plataformas de Petróleo

30/mar/2011 - Petrobras diz que preço do petróleo deve subir, mas gasolina não

Petrobras diz que preço do petróleo deve subir, mas gasolina não

Importação de gasolina não terá impacto nos preços, diz diretor; Executivo espera que o fornecimento de álcool se normalize em abril

Da Redação do G1
30/mar/2011
O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou nesta terça-feira (29) que a estatal não tem planos de elevar o preço da gasolina, mesmo em meio à incerteza e às perspectivas de aumento dos preços do petróleo em razão da crise política na Líbia.

“A política é não aumentar preço da gasolina e do diesel em função de alterações conjunturais. Só aumentamos quando percebemos que há uma mudança no estado das coisas", afirmou o executivo ao participar de evento em São Paulo. Barbassa vê tendência de alta nos preços do petróleo e diz que o preço mínimo do barril subiu por causa da tensão no Oriente Médio, e está entre US$ 80 e US$ 100 o barril.

Para o executivo, a cotação da commodity deve subir também em razão da crescente demanda dos países emergentes e das nações desenvolvidas, à medida que se recuperam da crise.
“A perspectiva que eu vejo para o petróleo é de preços ascendentes, e isso vai levar a produzir mais petróleo”, afirmou Barbassa.
Etanol
Ainda de acordo com Barbassa, os preços da gasolina no mercado doméstico não deverão ser influenciados pela importação de 1,5 milhão de barris de gasolina realizada pela estatal em março.

Segundo ele, a compra tem como objetivo apelas atender à demanda criada pelo aumento do preço do álcool. O diretor espera que o fornecimento de álcool se normalize com o início da safra, em abril.

Ainda de acordo com Barbassa, a Petrobras planeja recorrer ao mercado de dívida em euros ou libras para captar dinheiro, e pode agir neste sentido ainda este ano. O objetivo, segundo o executivo, é diversificar as fontes de financiamento da estatal, que já captou US$ 6 bilhões em títulos de dívida recentemente.

“Não voltaremos ao mercado de dólares, poderemos voltar a acessar o mercado em outras moedas”, afirmou

Conforme Barbassa, é possível que uma emissão de bônus aconteça ainda neste ano, quando a estatal planeja investir US$ 55 bilhões. De acordo com Barbassa, o mercado para essas moedas tem cerca de um terço do tamanho do mercado em dólares, o que equivaleria a uma captação aproximada de US$ 2 bilhões. "Mas o mercado pode nos surpreender".

O executivo disse também que a estatal prepara revisão de seu plano quinquenal de investimentos, que poderá ser apresentado em dois meses e vai incluir aportes na exploração de petróleo na área cedida pelo governo dentro da cessão onerosa de 5 bilhões de barris.

De acordo com ele, o plano da Petrobras de 2010 a 2014 prevê 680 projetos com investimento acima de US$ 25 milhões cada um.